Entretanto, a esposa de "Man Genas", Clemência Suzete Vumi, que respondia no mesmo processo, foi absolvida de todos os crimes, mas ficou igualmente proibida de usar as redes sociais pelo mesmo período.
Quanto ao crime de ofensas graves contra o Presidente da República, João Lourenço, o tribunal considerou-o não provado e absolveu o arguido desta acusação.
"Man Genas" foi ainda absolvido dos crimes de associação criminosa e instigação pública ao crime.
Segundo a sentença, lida esta sexta-feira pela juíza Mimosa Aragão, o réu está proibido de usar as redes sociais, sob pena de ser levantada a suspensão da pena aplicada e determinada a execução da pena de prisão.
O Ministério Público (MP) sustentou também que o arguido fez graves acusações contra altas patentes da Polícia Nacional (PN) e das Forças Armadas Angolanas (FAA), acusando-as de estarem ligadas a uma rede de tráfico de drogas.
A acusação refere que "Man Genas" usou termos como "burro", "demónio", "feiticeiro" e "corrupto" para descrever o Presidente da República, João Lourenço, afirmando que o Chefe do Executivo tinha conhecimento do tráfico de drogas no País, facto que, segundo o tribunal, não ficou provado.
Perante o tribunal, o arguido aceitou parte da acusação e negou a maioria dos factos que lhe são imputados pelo MP.
Ao Novo Jornal, o seu advogado, Alberto Quechinacho, disse que não irá recorrer da decisão aplicada ao seu constituinte e que se prepara para outros desafios, visto que o arguido tem pela frente mais um processo por responder, relacionado com os crimes de calúnia e difamação.
"Man Genas" foi deportado de Moçambique para Angola e detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em Fevereiro de 2024, em Luanda.
Em Outubro de 2025, "Man Genas" foi condenado pelo mesmo tribunal na pena efectiva de três anos e seis meses de prisão, por difamação contra o antigo ministro do Interior Eugénio Laborinho.









