Em declarações aos jornalistas após uma visita ao mercado do Panga-Panga, no município do Cazenga, o político sublinhou que o actual Executivo se isolou da realidade nacional e que as soluções implementadas têm sido ineficazes face às necessidades dos cidadãos. No seu entender, os programas ensaiados pelo partido no poder foram um fracasso, razão pela qual considerou a mudança urgente no horizonte de 2027.

"A alternância de poder é vista por nós como um princípio vital para a inovação institucional, o combate à corrupção, a resolução dos problemas da sociedade e a consolidação de uma verdadeira democracia", sustentou o líder do PRAJA-Servir Angola, apontando que os cidadãos enfrentam sérios desafios socioeconómicos marcados por assimetrias estruturais.

Durante o contacto com os presentes, Abel Chivukuvuku questionou se os membros do Executivo alguma vez se deslocaram àquela zona para auscultar as dificuldades locais.

A fechar a sua intervenção, reforçou que a sua formação apresenta uma visão assente na moralização, na justiça social e na dignidade, com o objectivo de se afirmar como Governo, ou parte dele, no próximo sufrágio geral, e declarou que era tempo de pôr termo ao ciclo de governação daqueles que, nos últimos 50 anos, causaram um enorme sofrimento ao povo angolano e para abrir espaço para novas forças políticas que pretendem trazer esperança e devolver o bem-estar aos cidadãos.