Numa nota em alusão a efeméride, endereçada à Angop, a organização destaca em particular o empenho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, pela coragem demonstrada em todos os bons e maus momentos.

"Actualmente, com o país livre e em Paz, e felizmente já vivendo em harmonia e reconciliação nacional, a Associação Processo dos 50, pela passagem dos seus 55 anos, a assinalar-se dia 29 de Março próximo, saúda todas essas gerações de combatentes da liberdade", refere-se na nota.

A associação lembra que o "Processo dos 50" é resultado "de uma tenebrosa operação de prisões em massa de nacionalistas que, ao tempo e na clandestinidade, contestavam a vigência do colonialismo em Angola".

"De facto, foi no dia 29 de Março de 1959, um sábado, que a PIDE (Polícia Política Portuguesa), assoberbada com a enorme proliferação de panfletos pela cidade de Luanda e não só, que incitavam as populações para a oposição ao sistema colonial, decidiu-se por prisões em massa dos nacionalistas, que na clandestinidade contestavam o regime".

Para o efeito, recorda, serviu-se da prisão do jovem José Manuel Lisboa, no aeroporto de Luanda, quando este se dispunha a embarcar para a então cidade de Leopoldoville (ex-Congo Belga), levando consigo um importante documento, que lhe fora entregue pelo ELA - Exército para a Liberdade de Angola.

O documento destinava-se a marcar a presença de Angola na Conferência Pan-africana, que se realizaria em Acra, capital do Ghana, a fim de saudar os seus participantes, e afirmar-lhes que Angola também estava a lutar pela sua libertação, bem como reafirmar que o continente devia contar com ela, esperando dos países já independentes a sua solidariedade.

"Este foi, na verdade, o rastilho que levou para os calabouços da PIDE alguns elementos, dos diversos grupos e originou o maior julgamento político, jamais realizado em Angola", lê-se ainda na nota da associação.

Angop / Novo Jornal