A Assembleia Nacional tem vindo a aprovar, entre 2024 e 2025, projectos de resolução destinados a ajustar a composição da CNE e dos seus órgãos locais, em conformidade com os resultados das eleições gerais de 2022.

Nos projectos de resolução aprovados, baseados na representação parlamentar, definiram nove comissários nacionais eleitorais para o MPLA, quatro para a UNITA. O PRS, FNLA e o PHA ficam com um comissário cada.

A UNITA protestou contra a distribuição, defendendo a presença de cinco comissários na CNE em vez de quatro, o que gerou aprovações sem consenso.

Em Julho de 2025, tomaram posse 11 dos 16 comissários (representantes do MPLA, PRS e FNLA).

A UNITA recorreu ao Tribunal Constitucional (TC) em Junho de 2025 para contestar a nova composição da Comissão Nacional Eleitoral, considerando a 118/2024 "injusta, não democrática e ilegal".

O principal partido da oposição em Angola contestou o número de comissários indicados e alega falta de consenso, solicitando a reapreciação do Acórdão 994/2025, que julgou a sua impugnação improcedente.

A UNITA faz depender a indicação dos seus comissários da resposta a este recurso, "visando a transparência das eleições".