A delegação da UNITA, liderada pelo vice-presidente para a organização e a administração eleitoral, Álvaro Daniel Chikwamanga, alertou, esta segunda-feira, 26, que falhas contínuas e dificuldades de acesso aos postos em zonas rurais isoladas podem comprometer a lisura do processo rumo às eleições gerais de 2027.

No encontro com o Ministério da Administração do Território, a UNITA manifestou ainda preocupações relativas à presença de cidadãos não identificados nas brigadas e as barreiras impostas à fiscalização partidária.

Segundo apurou o Novo Jornal, as alegações sobre a existência de (BUAP) clandestinos ganharam forte repercussão pública este mês, motivadas por denúncias de partidos da oposição no contexto do registo eleitoral oficioso e da prova de vida para as eleições gerais de 2027.

O Governo angolano, através de comunicados e campanhas oficiais, nega categoricamente a existência de BUAP clandestinos.

O ministro da Administração do Território, Daniel Félix Neto, diz que o Executivo mantém as suas acções de expansão e fiscalização dos postos oficiais.

Refira-se que o Ministério da Administração do Território de Angola prevê a instalação e operação de 634 BUAP em todo o País, e estes balcões estão a ser mobilizados no âmbito do registo eleitoral oficioso e da prova de vida para as próximas eleições gerais de 2027.