O crime aconteceu na semana passada, quando a mulher, que tem problemas cardíacos, se dirigiu àquela unidade hospitalar em busca de ajuda, segundo o porta-voz da Polícia Nacional no Icolo e Bengo, Euler Matari.
No primeiro dia, a mulher foi atendida pelo enfermeiro (autor confesso do crime), que a ajudou com todo o processo burocrático. Um dia depois, a mulher, que se queixava de dores fortes, dirigiu -se novamente à unidade de saúde e foi recebida pelo mesmo enfermeiro, que lhe disse para entrar numa sala, enquanto aguardava a chegada do médico.
À mulher, já dentro da sal, o enfermeiro informou-a que teria de lhe prestar os primeiros socorros, fez uma fusão de comprimidos ansioliticos e aplicou-lhe duas injecções, uma intramuscular e outrra intravenosa.
A mulher ficou inconsciente e o enfermeiro, com o plano premeditado, segundo a polícia, "abusou dela sexualmente, deixou-a na sala e foi-se embora. Quando a paciente acordou e apercebeu que foi abusada sexualmente, fez uma participação às autoridades policiais".
A mulher foi submetida a exames de perícia e verificou-se que, de facto, tinha sido violada.
O funcionário do Ministério da Saúde foi detido no fim-de-semana e confessou o crime, dizendo que se "sentiu atraído por ela desde o primeiro dia, razão pela qual teve este comportamento indecoroso, no interior do hospital", explicou o porta-voz da Polícia Nacional no Icolo e Bengo.
Depois destas declarações, concluiu Euler Matari, o indivíduo foi encaminhado para o juiz de garantias, enquanto diligências prosseguem para se apurar se já houve outras vítimas.
