Entre os 11 pontos do caderno reivindicativo do SINPROF está, entre outras, a exigência de um reajuste salarial face às assimetrias com categorias profissionais.
Para minimizar as reclamações do professor, o Governo já decidiu que três dos 11 pontos serão atendidos este ano e está previsto para o mês de Fevereiro a abertura de um concurso público interno para regularização da categoria profissional de mais 40 mil agentes da educação, soube o Novo Jornal.
Segundo o Executivo, a medida visa corrigir situações de estagnação na carreira dos milhares de trabalhadores do Ministério da Educação, onde muitos professores aguardam há anos pela actualização da sua categoria profissional, apesar do tempo de serviço e das funções exercidas.
Em função da posição do Governo, na mesa das negociações, o SINPROF convocou para este Sábado uma assembleia de trabalhadores para decidir se avança ou não com a greve convocada para a próxima semana, embora fonte sindical tenha admitido ao Novo Jornal que a desconvocação do protesto é uma possibilidade em consideração.
No entanto, segundo Admar Jinguba, secretário-geral do SINPROF, dos 11 pontos do caderno reivindicativo apresentado ao Governo, apenas três estão a ser respondidos.
O sindicalista realça que houve consenso em alguns pontos e divergências noutros, durante as seis horas de negociação esta quinta-feira,08.
Admar Jinguba afirmou que o Governo e o sindicato chegaram a entendimento relativamente às promoções de carreira e os nivelamentos dos agentes.
O SINPROF assegura que, apesar das negociações com o Governo, a última palavra se avança ou não para greve será decidida em assembleia pelos professores este Sábado, dia 11.
Dos 11 pontos, o SINPROF reivindica, entre várias questões, a dotação de orçamento próprio para as escolas, tendo como fonte OGE, melhores condições de trabalho para os professores, bem como um reajuste salarial face às assimetrias com categorias profissionais homólogas e a distribuição atempada dos manuais escolares aos alunos do ensino primário.
O pagamento do subsídio de férias em folha separado, o décimo terceiro salário em parcela única e o pagamento do prémio de exame aos detentores de cargos de direcção e chefia, constam também do caderno reivindicativo.
Entre 2021 e 2023, as partes chegaram a acordo, depois de uma greve dos professores.

