Este dado foi avançado pelo responsável, em conferência de imprensa, no quadro dos 101 anos da cidade, que hoje, sábado se assinala.
Afirmou que deste o fim do conflito, em 2002, foi feito um esforço enorme pelo Governo para retirar o rasto de destruição e miséria patente em todos os sectores.
Para ilustrar, Francisco Fato disse que no sector da saúde a província conta com 228 unidades sanitárias, perfazendo 2.820 camas e emprega 5.533 funcionários, dados que em 2002 eram impensáveis.
Na educação, prosseguiu, existem 993 escolas, totalizando 4.284 salas de aulas, o que possibilita com que 581 mil alunos tenham aulas em condições confortáveis, garantidas por 23.459 trabalhadores.
O ensino universitário também mereceu referência do vice-governador, pelo facto do crescimento verificado permitir que nove mil alunos frequentem este nível, que conta com oito faculdades afectas à Universidade José Eduardo dos Santos.
No que a indústria diz respeito, afirmou que em 2002 não existia qualquer unidade, porque os trinta anos de guerra deixou o parque totalmente dilacerado, mas agora o quadro é motivador pois, fruto das parcerias público-privadas o Huambo conta com 100 unidades fabris.
Desta, 98 são de transformação diversa e duas de exploração mineira. Este seguimento da economia local emprega 1.109 trabalhadores.
Francisco Fato sublinhou igualmente o crescimento na área do comércio, onde foram criadas 1.012 estabelecimento de venda à grosso, 1.700 a retalho e 1029 que exercem a actividade de modo precário, garantindo emprego a 16.077 trabalhadores.
O nível de crescimento da província, de acordo com o interlocutor, é visível também no sector hoteleiro, com o surgimento de 137 unidades hoteleiras, que perfazem um 1.250 quartos e 1450 camas, significando, conforme disse, que o Huambo está em condições de albergar qualquer evento. Este sector emprega 1.481 funcionários.
Quanto à agricultura, um dos grandes potenciais da província, também se verifica um grande desenvolvimento, sendo que na época 2012/2013 a produção do milho fixou-se nas 404 mil toneladas, feijão 97 mil, batata rena 86 mil e hortícolas diversas 119 mil.
Em relação a pecuária, são controlados 103 mil e 500 cabeças de gado bovino, um milhão e 633 de suíno, 999 mil de caprino e quatro milhões e 998 mil e 334 aves.
Outro esforço notório, explicou o vice-governador, foi feito da reabilitação de estradas, estando restruturadas 939 quilómetros das estradas principais, das 1.050 previstas.
Reconheceu no entanto as dificuldades no que diz respeito as estradas secundárias e terciárias, sobretudo em alguns municípios, mas prometeu que até ao final do próximo ano serão, pelo menos, todas terraplanadas, ou seja um total de 4.799 quilómetros.
Debruçando-se sobre o sector da Energia e Águas, Francisco Fato disse que apesar da construção da barragem do Gove, com uma capacidade de 60 megawatts, ainda persistem problemas, porquanto a barragem só abastece as cidade do Huambo e da Caála. Os restantes nove municípios são abastecidos por grupos geradores que não fornecem um serviço integral, devido os custos de manutenção.
Frisou que estudos estão a ser efectuados para se encontrarem outras fontes de fornecimento de energia, como a construção de barragens nas regiões onde as condições hidrográficas favoreçam a implantação de sistema solar.
O fornecimento de agua potável à população também ainda é deficiente, reconheceu, pois apenas 45 porcento beneficia deste líquido em condições aceitáveis, mas a tendência é de que cada vez mais cidadãos tenham acesso ao serviço através da implementação do Programa Água para Todos em curso.
A cidade do Huambo foi inaugurada pelo então governador-geral de Angola, o general José Mendes Ribeiro Norton de Matos (português), a 21 de Setembro de 1912, na sequência de um despacho administrativo emitido pela portaria nº1040, datado de 08 de Agosto do mesmo ano.
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