Em declarações ao NJ, nesta quarta-feira, o porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, assegurou que pelo grau que o subcomissário ostenta, "a PGR vai cuidar do caso no sentido de se apurar a veracidade dos factos".

O episódio aconteceu por volta das 04:00 desta terça-feira, no bairro Maria Eugenia Neto, município do Kilamba Kiaxi, quando a mãe e a irmã do malogrado gritavam por socorro por acharem que a casa estava a ser invadida por meliantes mas era a vítima saindo de um dos compartimentos da residência.

O alarido chamou a atenção do oficial que, ao tentar neutralizar o suposto assaltante, fez três disparos à queima-roupa, atingindo-o nas regiões do peito, abdómen e cabeça.

O NJ soube também de uma fonte junto da PN que o subcomissário foi detido na manhã desta terça-feira e foi solto no período da tarde após ter sido ouvido pelo magistrado do Ministério Público (MP) junto do Serviço de Investigação Criminal, que lhe aplicou como medida de coacção o termo de identidade e residência e apresentação quinzenal no MP.