O director do gabinete jurídico e de iintercâmbio, Juvêncio Benza, garantiu que os infractores, 13 do sexo feminino e quatro do sexo masculino, "pagaram para ter uma vaga de frequência" nos cursos de graduação, violando os regulamentos.

O número de estudantes expulsos poderá aumentar nos próximos dias, pois os trabalhos de auditoria prosseguem, com denúncias e reclamações dos estudantes que entraram de forma honesta.

"Esses em algum momento têm dificuldade de acessar aos seus dados, na verificação [do impasse] percebe-se que alguém alterou os dados desse estudante", justificou o responsável do gabinete jurídico e intercâmbio.

Também por corrupção e uso indevido do dinheiro das propinas dos cursos em horário pós-laboral, sete funcionários foram expulsos em Dezembro do ano passado, entre os quais um professor auxiliar e seis funcionários administrativos, igualmente envolvidos em esquemas fraudulentos no ingresso de novos estudantes.

A URNM, com 15 cursos, tem matriculados mais de 2.500 estudantes no ano académico 2024/2025.

Mais de 300 docentes efectivos e colaboradores, entre nacionais e expatriados, mantêm em funciioonamente os cursos nas três unidades orgânicas da universidade, além dos 42 novos funcionários admitidos no último concurso público, "quatro da carreira de investigadores e 38 docentes", os primeiros desde a sua criação, em 2020.