A nomeação de Birame Diop foi aprovada na 69ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo, que decorreu em Lungi, na Serra Leoa. O general senegalês tomou posse a 31 de Agosto, em Abuja, e iniciou funções na última terça-feira, 1.

Em Julho último, o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, foi eleito Presidente em exercício da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO. Tudo acontece num momento de ruptura da organização, após a saída do Burkina Faso, Mali e Níger, que integram a Aliança dos Estados do Sahel.

Segundo a imprensa guineense, um dos primeiros dossiers passa pelo acompanhamento da transição na Guiné-Bissau, onde a CEDEAO pediu a libertação de figuras políticas detidas, incluindo o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) na oposição, Domingos Simões Pereira, actualmente em Portugal para tratamento médico.

O processo político no país entrou entretanto numa nova fase com a realização, a 30 de Agosto, do referendo constitucional, que aprovou, conforme os resultados provisórios, as alterações propostas, enquanto as eleições gerais continuam previstas para 6 de Dezembro de 2026.

Outro dos desafios prende-se com a situação da República da Guiné, cuja capital é Conacri e que esteve suspensa da organização na sequência do golpe militar de 2021, tendo sido reintegrada na CEDEAO em Janeiro de 2026.

A organização sub-regional foi criada em 1975 e reúne actualmente 12 Estados-membros, entre os quais o Senegal, a Guiné-Bissau e a Nigéria.