Os incêndios nas embarcações, incluindo cargueiros e petroleiros resultam de ataques do Irão após os EUA terem, na noite passada atacado pelo menos cinco petroleiros iranianos.

A informação inicial sobre as dezenas de embarcações em chamas no Golfo Pérsico e Mar de Omã foi avançada pela agência marítima do reino Unido, UKMTO, acrescentando que existem informações sobre várias embarcações que "foram alvejadas e ficaram inoperacionais".

Horas antes, os militares norte-americanos reivindicaram a responsabilidade pelos ataques a cinco petroleiros iranianos, quatro deles no golfo de Omã e um perto da ilha de Kharg, um dos principais centros petrolíferos do Irão.

Em relação aos ataques iranianos contra bens navais, a Guarda Revolucionária anunciou ataques contra dois contratorpedeiros, oito petroleiros e uma dezena de outros alvos, que as forças iranianas afirmaram ter "danificado seriamente".

Antes desta retaliação iraniana pelo ataque dos EUA aos petroleiros do país, a Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) atingiu as bases norte-americanas na Jordânia com cerca de 40 mísseis balísticos, algumas fontes apontam para um número superior.

Esta rajada de projectéis balísticos levou a uma reacção das defesas anti-aéreas norte-americanas e jordanas, tendo sido disparados mais de 100 mísseis Patriot PAC3.

Com este cenário em pano de fundo, o barril de petróleo Brent subiu esta quarta-feira, 09, para cima dos 100 USD de forma clara desde o início de Julho, impulsionado pela escalada no conflito do Golfo Pérsico, onde estão a ser destruídos ou danificados dezenas de petroleiros, iranianos ou ligados aos EUA, nos últimos dias.