A lista com os 100 mais influentes de África, divulgada na edição trimestral da Africa Report, inclui ainda, para além de João Lourenço, o presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino.
Enquanto o Presidente João Lourenço aparece em 82ª posição, Saturnino surge no lugar 99º.
Desta lista fazem ainda parte mais dois cidadãos lusófonos: o economista guineense Carlos Lopes, com uma extensa folha de serviços nas Nações Unidas, ocupando o cargo de secretário-executivo da ONU entre 2012 e 2016, e a luso-sul-africana Maria Ramos, gestora prestigiada, que recentemente deixou o grupo Absa, um dos maiores grupos financeiros africanos, e os media sul-africanos apontam como estando destinada a ter um papel no futuro Governo de Cyril Ramaphosa, como já teve no de Nelson Mandela.
No topo da lista está o mais rico entre os ricos de África, o nigeriano Aliko Dangote, em 2º surge o empresário sul-africano-canadiano e norte-americano Elon Musk, fundador da Tesla, estando ainda nos primeiros lugares o Nobel da Paz em 2018, o médico congolês Denis Mukwege, Mo Ibrahim e o actor de origem ganesa, Idris Elba.
Entre as mulheres surge na 4ª posição a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, a atriz Lupita Nyongo, do Quénia, é a 42ª.
Sobre João Lourenço, a revista, na justificação para o destaque dado, aponta a sua luta declarada contra a corrupção, embora sublinha que ainda existe "muito trabalho" pela sua frente e os desafios são "inúmeros".
Para a 99ª posição de Carlos Saturnino , o Africa Report enfatiza a questão dos lucros conseguidos pela Sonangol em 2018, de 17,7 milhões USD, e a influência que ele pode exercer no desenvolvimento de Angola.
