Os números revelam que a província de Benguela lidera a lista em que as mulheres começam a prostituir-se com 15,8 anos, seguida da Lunda-Sul, com 16,9, Luanda (17,5) e Bié (17,7 anos).

A razão mais frequente indicada para serem profissionais do sexo foi de necessidades básicas, troca de favores, mas 12,3% das raparigas em Luanda afirmaram que tem a ver com o facto de ganharem muito dinheiro facilmente. Já nas demais províncias, outro grupo respondeu por não ter outro trabalho. No mesmo documento, só três pessoas do Bié e Luanda responderam que são obrigadas a prostituir-se por alguém.

Intitulado "Inquérito Integrado Biológico e Comportamental (IBBS) sobre o VIH, Sífilis e Hepatite B entre as Mulheres Trabalhadoras de Sexo, Homens que fazem Sexo com Homens e Mulheres Transgénero em Angola", o documento, que teve como amostra quatro províncias (Luanda, Benguela, Bié e Kwanza-Sul), sublinha que boa parte dessas mulheres revelou que encontra os seus "clientes" na rua, em pensões ou hotéis e por meio da internet.

O estudo realizado entre Novembro de 2024 e Janeiro de 2025, só agora publicado, sublinha que, nos últimos 12 meses, as mulheres trabalhadoras do sexo (MTS) em Luanda estimaram ter tido uma média de 67 parceiros; a estimativa das que utilizaram preservativos nas relações nesse período foi de 28,3%. E, as que não usaram, revelam que foi por uma escolha pessoal delas ou do cliente.

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