Apesar do aumento de casos, os mosquiteiros só estão a ser entregues a mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos nas consultas de rotina, explicou Jorgina Messene, supervisora provincial do programa, em declarações à ANGOP.
"Precisamos reforçar o saneamento básico e o uso frequente de mosquiteiros para conter a propagação da doença", defendeu a responsável, que atribuiu o crescimento dos casos às intensas chuvas e ao maior volume de vegetação, condições ideais para a proliferação do mosquito.
A supervisora apontou também a chegada tardia de pacientes às unidades sanitárias como principal causa dos óbitos. "Muitas das vezes os pacientes chegam em estado avançado da doença", completou.
Segundo a mesma fonte, os municípios mais afectados foram Cuanhama, com 30.656 casos, Nehone, com 23.493, Ombadja, com 22.743, Cuvelai, com 19.143, Humbe, com 17.017, Cahama com 12.251 e Mupa com 10.246.
A rede sanitária do Cunene tem 160 unidades públicas, entre hospital geral, hospital provincial, sete hospitais municipais, 45 centros de saúde e 106 postos.
Para assegurar o atendimento, a província dispõe de 2.818 funcionários, dos quais apenas 183 são médicos, 1.613 enfermeiros, 307 técnicos de diagnóstico e terapêutica e 440 de apoio hospitalar e os restantes do regime geral.
Por essa razão, Jorgina Messene apela para que a população recorra à unidade sanitária mais próxima ao surgirem os primeiros sintomas.
