Segundo uma nota de imprensa enviada ao Novo Jornal, indivíduos que supostamente se identificaram verbalmente como funcionários afectos ao Ministério da Educação (MED) acompanhados por efectivos da Polícia Nacional, terão tentado entrar na sede da organização sem a apresentação de mandado judicial.

O incidente terá ocorrido na sede da LAASP, localizada na Rua da Liga Nacional Africana, nº 76, no Maculusso, município da Ingombota.

A direcção da organização considera que a acção violou o Artigo 34º da Constituição da República de Angola, que consagra a inviolabilidade do domicílio e da sede de pessoas colectivas, e acusa a falta de aviso prévio ou notificação oficial à direcção.

No documento, o corpo directivo exige igualmente esclarecimentos imediatos do Ministério da Educação sobre quem ordenou e autorizou a acção; responsabilização disciplinar, civil e criminal dos envolvidos.

Além disso, requer garantias do Estado angolano de que o património e a autonomia da LAASP serão respeitados e um pedido público de desculpas do MED à LAASP, aos seus associados e trabalhadores.

A LAASP promete ainda ir às últimas consequências legais e diz que já submeteu queixa à Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Ministério do Interior (MININT) e ao Tribunal.

"Já basta! Não vamos aceitar que a força seja usada para intimidar uma organização que só quer servir o povo. Se o problema é administrativo ou de gestão, a via é o diálogo e a lei, nunca a invasão e a polícia", lê-se no documento.

Por essa razão, a organização apela aos associados, trabalhadores e ao povo angolano para que fiquem vigilantes.

O Novo Jornal tentou contactar o Ministério da Educação para obter a sua versão e está à espera do pronunciamento que deverá ser feito em tempo oportuno.

Quem é a LAASP?

Fundada pelo Decreto nº 232/79, a LAASP é uma organização da sociedade civil, de utilidade pública, sem fins lucrativos e sem cunho político-partidário. Resulta da fusão da ex-Liga Nacional Africana, ANANGOLA e AASA-Huambo e presta serviços de solidariedade ao povo angolano há décadas.