A conservação sustentável das tartarugas marinhas em Angola exige uma abordagem integrada entre ciência, comunidades e políticas públicas. O Relatório Anual do Projecto Kitabanga defende que a sobrevivência da espécie depende da protecção das praias, do combate ao tráfico e do rigor na aplicação da lei.
Nesse sentido, a organização apresentou 13 recomendações específicas no seu Relatório Anual 2025/2026, destacando, entre as prioridades, a protecção urgente das áreas críticas de nidificação e desova ao longo da costa nacional. O documento, consultado pelo Novo Jornal, identifica zonas vulneráveis que requerem uma salvaguarda imediata, incluindo a Península da Sereia, Kissembo, Palmeirinhas, Longa, o Farol de Santa Marta e Bentiaba.
O estudo deste Projecto, que se dedica à conservação de tartarugas marinhas em Angola, propõe a implementação de períodos de interdição ao acesso motorizado ou à pesca durante as temporadas de desova nestas áreas (entre Setembro e Abril), preconizando ainda que se evitem a urbanização desordenada e a construção de infra-estruturas costeiras nas praias de nidificação. O relatório sugere, igualmente, a criação de zonas de conservação comunitária, munidas de apoio técnico e legal.
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