Em comunicado de imprensa, o Ministério dos Transportes avança que o vencedor do concurso público internacional, a DP World Ltd apresenta como vantagem, sobre as demais concorrentes, pagamentos que ao longo do período de concessão irão representar um valor de proventos superior a 1.000 milhões de dólares, dos quais 150 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato.

Outra característica da proposta é um "valor actual (VA) de pagamentos à concedente superior a quatrocentos milhões de dólares norte-americanos, com referência ao ano de 2020".

Outra vantagem ainda é a execução de um plano de investimentos num valor acima de 190 milhões de dólares a realizar ao longo dos 20 anos de concessão, dos quais mais de 70% serão efectuados com recurso à incorporação nacional.

O plano de investimento prevê a reabilitação da infra-estrutura física do cais do TMU, a realização de obras civis necessárias para implementar um novo plano de planta do TMU, sendo ainda uma vantagem a manutenção de postos de trabalho do pessoal afecto ao terminal, refere ainda o documento.

No relatório final, a comissão de avaliação inclui também entre as vantagens a proposta de reabilitação e aquisição de equipamentos, que permitirão a transição da operação do TMU para uma operação alicerçada em grua RTG, em linha com as melhores práticas internacionais, bem como a criação de uma plataforma logística externa, para permitir atingir um volume de tráfego objetivo de 700.000 TEUS/ano, suportado por um moderno sistema de gestão portuário.

O TMU do Porto de Luanda é uma infra-estrutura portuária que se dedica à operação simultânea de carga geral e contentores, possuindo um cais de 610 metros, com uma profundidade de 12,5 metros, tendo uma área de 181.070 metros quadrados com capacidade para movimentação de 2,6 milhões de toneladas anuais.