A operação entre o Banco Millennium Angola (BMA) e o Banco Privado Atlântico (BPA) foi anunciada pelas duas instituições a 08 de Outubro de 2015. Na ocasião foi também avançado que a nova instituição deverá ser cotada numa bolsa continetal no espaço de três anos.

Fonte ligada ao processo de fusão indicou à agência Lusa que o BNA e o executivo autorizaram, já durante esta semana, todos os processos para "a constituição" do novo Banco Millennium Atlântico.

O BMA e o BPA podem assim avançar com uma fusão no mercado nacional, com o Banco Comercial Português (BCP) - que detém 51% do BMA - a ficar com uma participação de 20% no novo banco, conforme divulgado em Outubro pela instituição portuguesa.

O projecto de fusão foi aprovado pelos principais accionistas das duas instituições.

O memorando de entendimento com o maior accionista do BPA, a Global Pactum - Gestão de Activos, foi assinado em Outubro do ano passado e a fusão vai criar a segunda maior instituição privada em crédito à economia nacional, com uma quota de mercado aproximada de 10% em volume de negócios.

As sinergias de custos resultantes desta fusão estão estimadas em 20 milhões de euros por ano.

O BCP lançou o BMA em 2006 e, no final de 2007, abriu o seu capital à petrolífera Sonangol e ao BPA, que controlam 49% da entidade.