Foi entre 2011 e 2015 que Diezani Alison-Madueke exerceu as funções de ministra dos Petróleos da Nigéria, o maior produtor africano, condição que nos últimos anos alternou com Angola, e na qual recebeu chorudos subornos, segundo a acusação.
Os media britânicos referem que o Procurador britânico sublinha na acusação que a primeira mulher que alguma vez dirigiu a OPEP vivia em ostensivo luxo na capital londrina à conta dos subornos que recebeu quando exercia funções oficiais na Nigéria.
A antiga ministra nigeriana, de 65 anos, avança o site AfricaNews, vivia desde 2015, quando foi detida pela primeira-vez, em liberdade sob pagamento de uma fiança, e foi formalmente acusada em 2023.
Na base da acusação estão os pagamentos que recebeu de companhias do sector que procuravam ganhar contractos no sector do Petróleo & Gás da Nigéria e que tinham em Diezani Alison-Madueke um pivot funcional para influenciar decisões na companhia petrolífera estatal.
Na lista dos subornos estão pagamentos de largos milhões de dólares em dinheiro vivo, carros com motorista pagos, as melhores escolas pagas para os filhos e, entre outros, acesso quase ilimitado a lojas de luxo na capital britânica.
Por detrás desses subornos estão as empresas Atlantic Energy UK, com sede no Reino Unido, que também tem presença em Angola, e a SPOG Petrochemical, uma empresa com sede na Nigéria...
No banco dos réus, com Alison-Madueke está ainda um seu irmão, que a ajudava a gerir propriedades avaliadas em milhões de dólares, que foram entretanto confiscadas pelas autoridades nigerianas.
De acordo com as informações disponíveis, ambos negam as acusações e até ao momento ainda não há qualquer condenação transitada em julgado.

