O acto terá como lema "Preservando os valores da Pátria, honremos os nossos heróis" e homenageia os nacionalistas que, em 1961, iniciaram o ataque às cadeias em Luanda, marcando o início do fim do colonialismo português.

Para o ano de 2026, os programas específicos em Cabinda incluem cerimónias de deposição de coroas de flores no monumento aos heróis, discursos de altos funcionários do Governo e actividades culturais.

Relativamente à data, os dois movimentos de libertação de Angola, a FNLA e a UNITA, defendem a necessidade de despartidarizar a história e criticam o partido no poder, por se apropriar da data.

"A história não deve ser contada apenas sob a perspectiva do MPLA. A nova geração deve saber a verdadeira história, sobre as datas importantes do nosso País", disse ao Novo Jornal o nacionalista Ernesto Mulato, frisando que a história do 4 de Fevereiro de 1961 "é muitas vezes contada de forma enviesada".

O nacionalista Ngola Kabango reitera que a história da revolta patriótica de 04 de Fevereiro de 1961 continua ser "mal contada e mal escrita".

"A acção de 4 de Fevereiro de 1961 foi uma grande revolta patriótica de enorme valor histórico, mas é preciso contá-la e escrevê-la, tendo em conta a forma como foi concebida, organizada e conduzida", notou.

"Primeiro é preciso dizer que essa acção visava fundamentalmente libertar os nacionalistas que estavam encarcerados nas masmorras da sinistra PIDE (Polícia Política do Estado Novo). As acções foram seleccionadas para a Casa de Reclusão, a Prisão de São Paulo e algumas esquadras de polícia, símbolos do hediondo colonialismo português"; acrescentou,

"Logo a seguir é preciso dizer quem concebeu, quem organizou, quem finalmente conduziu as acções de 4 de Fevereiro de 1961", adicionou.

Segundo o antigo presidente da FNLA, "hoje muitos compatriotas filiados no MPLA já reconhecem que o valoroso cónego Manuel Joaquim Mendes das Neves foi o cérebro da revolta patriótica de 4 de Fevereiro de 1961", identificou.

Reza a história que o dia 04 de Fevereiro de 1961 marca o início da luta armada de libertação de Angola.

Um grupo de patriotas angolanos, armados com catanas e armas ligeiras, atacou a Casa de Reclusão, a cadeia de S. Paulo e a esquadra de polícia em Luanda na madrugada deste dia.