Da cidade de Benguela à sede do município da Ganda, separadas por 200 quilómetros, a viagem impõe uma paragem, logo à saída da capital da província, na fábrica de contraplacados Niva Nzamba Comercial, alimentada pela madeira proveniente de um perímetro florestal com muita história, tomado por interesses que ignoram a Lei de Bases de Florestas e Fauna Selvagem, indicam levantamentos feitos pelo NJ.
Por algum motivo, aliás, o administrador da Ganda, Francisco Prata, assume que a sobrevivência dos recursos está em causa, quando o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) fala em escassez de fiscais face à onda de invasão popular.
À zona industrial do Uche, arredores de Benguela, onde se encontra a fábrica, chega diariamente, em grandes quantidades, o folheto, produto que representa a última etapa até estar consumado o contraplacado.
Ao Novo Jornal, uma funcionária administrativa explica que só a direcção central, instalada na povoação do Alto-Catumbela, adstrita à comuna da Babaera, tem competências para apresentar os números que conformam a produção.
Assim, o motivo de reportagem acabou mesmo por ser o grito de socorro do jovem Pedro e de outros operários que reivindicam melhores remunerações pelo trabalho que executam.
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