A UNITA quer que o Governo angolano prove que é efectivamente um parceiro da União Europeia abrindo as portas a observadores eleitorais deste bloco europeu.
E, ao mesmo tempo, o partido do "Galo Negro" questiona se o Governo "vai ficar, como habitualmente, limitado", aos seus " primos africanos" para vigiarem o processo eleitoral, garantindo assim uma validação antecipada dos resultados.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, voltou a desafiar o Governo angolano a convidar os observadores da União Europeia, nas eleições de 2027, para que o processo decorra num ambiente que garanta a pluralidade e a lisura.
"O Governo angolano, afirmando-se parceiro da UE , estará numa circunstância especial de poder provar, se o é efectivamente, ou se vai ficar, como habitualmente limitar-se aos primos africanos", apontou Adalberto Costa Júnior durante uma audiência com embaixador da UE em Angola, Rosário Bento Pais.
O líder da UNITA apelou a que o Executivo angolano, para não imitar o mau exemplo das eleições que tiveram lugar na Uganda e na Tanzânia, opte por abrir as portas a missões de observação de qualidade e capacidade comprovada.
"De forma atempada estamos a avançar com iniciativas para garantir que possamos fazer um caminho para eleições com maior garantia de pluralidade e transparência, e acima de tudo de uma transição em estabilidade", acrescentou.
Adalberto Costa Júnior lembrou que o último XIV Congresso da UNITA, realizado em Novembro de 2025, contou a participação de observadores internacionais servindo como espelho para as eleições em Angola.
"Neste aspecto a UNITA esta à frente", gabou-se Adalberto Costa Júnior, como pode ser lido na sua página oficial nas redes sociais.
Refira-se que no mês passado, o Presidente da UNITA fez um pedido em Bruxelas para que haja a presença de monitores da União Europeia nas eleições gerais de 2027, que foi formalizado através de uma carta ao Parlamento Europeu.
Durante a sua passagem por Bruxelas, Costa Júnior conversou com a vice-presidente do Parlamento Europeu, Ewa Kopacz, sobre os obstáculos políticos, sociais e de direitos humanos em Angola, bem como os actuais desafios do continente e a situação geopolítica.

