Nos últimos tempos, apurou o Novo Jornal, têm-se registado muitas infracções graves e muito graves que resultam em acidentes aparatosos com perdas de vidas humanas, e quando abordados pelos agentes reguladores de trânsito, os motoristas destas empresas apenas têm apresentado cópias da documentação.
Segundo a DTSER, a maioria dos acidentes envolvendo autocarros das empresas transportados tem sido devido ao não cumprimento do Código de Estrada.
Muitos dos autocarros de transporte público têm cometido diversas infracções ao Código de Estrada, à semelhança dos taxistas e de outros condutores.
Ao Novo Jornal, o superintendente João de Sousa, chefe do departamento de transgressões, acidentes e peritagem da DTSER, disse que quando a polícia pede a documentação para reter o veículo no local em caso de infracção, estes apenas apresentam cópias.
Segundo este especialista em prevenção rodoviária e chefe do departamento de transgressões, acidentes e peritagem da DTSER, noutros tempos, a polícia apenas aplicava multa ao condutor e ao veículo no local, e, em muitos casos, atenuava a coima.
"Agora, em caso de não ter os documentos originais, seja o título ou a carta de condução, a empresa vai receber a notificação da multa", explicou.
Segundo a polícia, em caso de infracção do condutor autuado pelo agente regulador, sem a documentação original, a polícia apenas recolhe as características e as imagens do veículo para posteriormente o departamento de transgressões da DTSER emitir uma notificação para a respectiva empresa.
O superintendente João de Sousa esclarece que a medida tem respaldo legal no Código de Estado.
Entretanto, vários automobilistas contaram ao Novo Jornal ser louvável a posição da Polícia de Trânsito, visto que os condutores dos autocarros públicos como os da TCUL, Macon e Huambo EXPRESSO, assim como outras que circulam pelas várias províncias de Angola, não têm sido multadas nem paradas pelos agentes reguladores, mesmo cometendo infracções.
O Novo Jornal soube que em quase todas as empresas de transporte público os seus condutores circulam sem a respectiva cartão de condução e documentos do veículo.
Alguns condutores asseguram que as empresas retêm a documentação original, que guardam nas empresas para não ser extraviada.

