A informação foi avançada hoje, à Angop, pelo chefe do Gabinete de Estudos, Informação e Análise deste órgão policial, superintendente chefe José Mingas.

Segundo a fonte, o Executivo tem vindo a potenciar os órgãos do Ministério do Interior, em particular a Polícia de Guarda Fronteira com recursos humanos e técnico-materiais para responder as acções de combate aos crimes transfronteiriços.

O oficial superior fez saber que o modus operandi para os estrangeiros ilegais atingirem Angola variam em função do momento e das medidas que têm sido tomadas, quer na fronteira terrestre, quer marítima.

A fronteira marítima, sobretudo de Cabinda a Foz do rio Zaire, explicou, constitui o sector que mais preocupa a corporação, por ser o local onde os imigrantes provenientes de países vizinhos utilizando embarcações artesanais tentam, a todo custo, atingir o território nacional.

Adiantou que o objectivo de muitos desses imigrantes é atingir as zonas diamantíferas e outros as cidades de Cabinda, Zaire e Uige, para posteriormente instalarem-se na capital do país, Luanda.

Notou que a corporação tem feito recurso a novos meios tecnológicos que irão corresponder as expectativas de combate aos crimes transfronteiriços sobretudo a imigração ilegal e o contrabando de combustível.

Em relação a situação dos marcos de fronteiras, disse existirem 366, sendo 192 no estado regular, 42 destruídos parcialmente, 51 destruídos e 81 por localizar.

Angop/NJ