Lee, que já tinha aberto as portas a negociações incondicionais sobre o programa nuclear da Coreia do Norte, fez a nova oferta no 81º aniversário da fim da ocupação japonesa da península (1910-1945).
A Guerra da Coreia (1950-1953), desencadeada por um ataque do Norte, terminou apenas com um armistício, que continua em vigor.
"Deixemos de lado as nossas intenções de nos ameaçarmos mutuamente e iniciemos discussões para pôr fim a esta longa guerra, enquanto partes diretamente envolvidas", exortou Lee, num discurso.
"Desta forma, será também possível discutir medidas eficazes para travar o desenvolvimento nuclear da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente.
Lee tomou posse em junho de 2025 e adotou uma postura contrária à linha dura em relação ao país vizinho implementada pelo antecessor, Yoon Suk-yeol.
A Coreia do Norte tem rejeitado consistentemente as propostas de Lee Jae-myung.
Ainda esta semana, Pyongyang denunciou os exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington, agendados para arrancar na próxima semana, e ameaçou elevar as medidas de dissuasão a um "novo patamar".
A Coreia do Sul e Estados Unidos anunciaram os habituais exercícios militares anuais de grande escala, visando reforçar a prontidão contra ameaças norte-coreanas.
Espera-se que o novo exercício (Escudo da Liberdade Ulchi) provoque, à semelhança de anteriores, uma resposta irada da Coreia do Norte, que os considera uma preparação de invasão do seu território.
No passado, o regime norte-coreano respondeu com testes de armamento e retórica agressiva a grandes exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
Dois dias depois do anúncio dos exercícios, a Coreia do Norte lançou um míssil, possivelmente de tipo balístico, em direção ao mar do Japão, informaram o Ministério da Defesa japonês e o Exército sul-coreano.
O lançamento a partir da costa leste norte-coreana, foi o segundo de armamento deste tipo feito por Pyongyang em menos de uma semana.
O Estado-Maior Conjunto sul-coreano afirmou em comunicado ter detetado o lançamento de "um míssil balístico (...) a partir da região de Wonsan em direção ao mar do Leste (mar do Japão)".
A Coreia do Norte tem declarado repetidamente que o seu estatuto de Estado nuclear é "irreversível".
As negociações iniciadas pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falharam após a última cimeira, em 2019, com o líder Kim Jong-un.
Em julho, o Ministério da Unificação da Coreia do Sul anunciou que tinha abandonado os esforços para dar prioridade ao desmantelamento do programa nuclear norte-coreano, optando por uma campanha para travar o seu desenvolvimento.















