"É nosso dever, enquanto deputados, fazer tudo ao nosso alcance para que imperem a serenidade, a tolerância, a concórdia e a estabilidade", disse Adão de Almeida quando falava no encerramento da IV Sessão Legislativa da V Legislatura.

Por isso, o líder do Parlamento angolano defendeu a convivência entre diferentes visões políticas como condição para o fortalecimento da democracia, tendo estas declarações surgido apenas dias após os confrontos violentos entre a polícia e militantes da UNITA.

Apelou aos deputados para promoverem a tolerância, a concórdia e a estabilidade no último ano parlamentar da V Legislatura, que antecede as eleições gerais de 2027.

"Que no próximo ano parlamentar consigamos continuar a demonstrar ao País que é possível conviver com as diferenças, respeitar as visões diferentes e caminhar unidos rumo à construção de uma Angola próspera para todos os seus filhos", declarou.

O líder parlamentar considerou fundamental o diálogo construtivo, o debate de ideias, o respeito pelas instituições e pelos adversários políticos, bem como a adopção de um discurso conciliador.

Por outro lado, declarou que para o último ano parlamentar da V Legislatura está prevista uma agenda legislativa intensa, com vários diplomas que aguardam discussão na especialidade.

Entre as matérias de maior destaque, Adão de Almeida apontou a Lei de Bases da Protecção Social, a Lei contra a Violência Doméstica e a alteração à Lei sobre a Liberdade de Religião e Culto, mas o pacote autárquico, provavelmente o mais melindroso, também se mantém por aprovar.

Relativamente ao encerramento V Legislatura, ela foi marcada pela substituição de Carolina Cerqueira por Adão de Almeida, na presidência da Assembleia Nacional, entrada em funcionamento dos órgãos de informação da Assembleia Nacional (TV e Rádio), em Maio do ano corrente.

O próximo ano parlamentar terá início a 15 de Outubro de 2026 e será o último da actual legislatura, antes de os angolanos serem chamados às urnas, na segunda quinzena de Agosto de 2027, para exercerem o direito de voto.