Esta reposição da restrição à exportação de cobalto e cobre visa, como anunciou o Governo de Kinshasa, apoiar a criação de capacidades de processamento doméstico e garantir a retenção de valor no país a partir dos seus recursos naturais.
Recorde-se que há cerca de três anos a RDC já tinha tentado esta via para impulsionar a sua própria indústria transformadora mas há alguns meses abandonou essas restrições alegando que a medida tinha alcançado os objectivos.
Todavia, o Governo de Felix Tshisekedi, quando a RDC é palco de uma luta de gigantes pelo acesso aos seus recursos minerais estratégicos, que vão, além destes, às terras raras ou ao coltão, ouro, ferro, manganês... com destaque para China e EUA.
O Corredor do Lobito, onde EUA e União Europeia estão a investir mais de 5 mil milhões USD, é uma das apostas ocidentais para entrar no mercado dos minerais congoleses, usando a via férrea entre o Atlântico e o Congo/Zâmbia que foi reconstruída há uma década por empresas chinesas.
Na ordem emitida pelo Governo congolês a 29 de Julho mas só agora vista pela Reuters é especificado que estão com restrição total de exportação o concentrado de cobalto e o concentrado de cobre.
