Os documentos estruturantes a serem elaborados consistem numa decisão, num plano de acção e num roteiro de implementação, com o objectivo de garantir a concretização dos resultados do evento.
Até ao momento, 10 Chefes de Estado e vários vice-presidentes já confirmaram presença na nesta sessão extraordinária da UA, que acontece em Luanda, no recém-inaugurado Palácio de Convenções de Luanda.
Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, 26, o embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana, Miguel Bembe, na qualidade de porta-voz do evento, disse que esta será a primeira vez que a UA realiza uma conferência extraordinária de Chefes de Estado dedicada à prevenção, gestão e resolução de conflitos no continente.
Segundo o embaixador, a prioridade estratégica da conferência não consiste em criar novos órgãos estatutários, mas sim em dotar os mecanismos actuais de maior capacidade de antecipação e eficiência na execução.
"A conferência de Luanda oferecerá o espaço político crucial para reafirmar a apropriação africana sobre estes mecanismos, agenda de governação e segurança, garantindo que a resolução de crises a nível do nosso continente seja acompanhada por medidas robustas de prevenção, resposta e reconstrução no pós-conflito", disse.
Conforme o embaixador, a conferência não será um evento em que os líderes africanos abordarão especificamente os conflitos existentes no continente, mas servirá para reforçar os mecanismos de prevenção e resolução.
"Hoje, as cinco regiões africanas, desde a região austral, ocidental, central, norte e oriental, estão sob fogo. Sobretudo devido ao terrorismo transnacional e às questões relacionadas com mudanças inconstitucionais. Dos 55 Estados-membros da União Africana. Por isso, Angola considerou essencial e urgente reunir os Chefes de Estado para podermos arrumar a casa", concluiu.


