Esta operação aconteceu após os dois últimos casos ocorridos em Luanda, na sequência da morte de duas mulheres depois de terem sido submetidas a procedimentos estéticos invasivos.

Na primeira ocorrência, conforme o Novo Jornal noticiou em Junho, morreu uma jovem, de 26 anos, após se sujeitar a uma cirurgia invasiva num posto médico clandestino que funcionava no interior do Mercado dos Kwanzas.

Já no princípio de Julho, uma mulher, de 37 anos, sofreu uma paragem cardíaca durante um procedimento de hidrolipo - remoção de gordura localizada - efectuado na Clínica de Estética Nice da Luz e sucumbiu depois de vários dias em coma.

A inspecção foi efectuada nos dias 14, 15 e 16 deste mês, nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), em coordenação com a Inspecção-Geral da Saúde e a Direcção Nacional dos Hospitais.

Nos 28 espaços de estética foram verificadas irregularidades relacionadas à venda de produtos de beleza expirados, ao funcionamento sem licença e à não apresentação de todos os documentos solicitados pelas equipas, esclarece o SIC.

Mediante estas e outras irregularidades, em Luanda foi encerrada a Clínica de Estética Nice da Luz, onde no princípio deste mês a proprietária, que se encontra em prisão preventiva, havia realizado um procedimento invasivo a uma cliente que acabou por morrer.

Durante a operação foi também detido, numa clínica, um cidadão de nacionalidade russa, de 45 anos, por fortes indícios da prática do crime de exercício ilegal da profissão. O estrangeiro foi apanhado em flagrante delito a realizar um procedimento médico-estético de estomatologia, sem apresentar carteira profissional ou outro documento válido para o exercício da actividade.