A CCE multou também os jornalistas Leda Macuéria, da TV Zimbo, Lukénia Gomes, da TPA, Joaquim Kissanga, da Rádio Ecclésia no Kwanza-Norte, São Arreiga, da Rádio Nacional de Angola (RNA/Soyo), Tomé Armando, da Rádio Luanda, e o freelancer Matias Miguel, por violações éticas e de deontologia profissional.

Nos próximos dias, mais de 50 jornalistas de diversos órgãos serão sancionados disciplinarmente, soube ainda o Novo Jornal.

A Comissão da Carteira e Ética vai também, nos termos da Lei que regula a profissão de jornalista, aplicar multas a diversos órgãos de comunicação social que têm nos seus quadros colaboradores que exercem actividade jornalística sem carteira profissional, e muitos com carteira vencida há meses.

Entre os órgãos a serem multados, conforme a lista a que o Novo Jornal teve acesso, estão a RNA, a Rádio Cinco, a TPA, TV Zimbo, a Rede Girassol, a Rádio Ecclécia, a Rádio Mais, O País, o Grupo Nova Vaga (Jornal Expansão, Novo Jornal e Rádio Marginal) e demais órgãos de comunicação social privados.

A CCE recepcionou também, da Sonangol, uma queixa contra o jornalista Mariano Brás, do Jornal o Crime, por violações do dever profissional, mas por não ser provado o teor da queixa, "após chamadas as partes e analisado os factos", a CCE concluiu que o jornalista não violou normas nem a Lei, tendo encerrado o processo a favor do profissional.

Conforme a CCE, correm em sede da comissão vários processos, sendo que um deles pode terminar na cassação da carteira de jornalista de um responsável editorial de um jornal.

Quanto aos órgãos que ainda têm jornalistas com carteira expirada, a CCE assegura que tanto o jornalista como o próprio órgão serão sancionados com base do artigo 24º (Dever da Entidade Patronal) e da Lei do Estatuto do Jornalista em Angola.