Segundo o governante, o país tem dois milhões de famílias camponesas, que garantem 90% dos alimentos que se produzem no país - como "cereais, tubérculos, leguminosas, feijão e também hortícolas" - dados que tornam prioritário o investimento do Governo em programas de apoio à agricultura familiar, como o Aldeia Nova.
"Aldeia Nova foi dos primeiros projectos de integração de família. No caso concreto, eram famílias desmobilizadas das Forças Armadas, que beneficiaram de possibilidades para produzir frangos e ovos", recorda o ministro que, em entrevista à Angop, apresenta um "balanço positivo" da iniciativa.
"A produção diária é de 220 mil ovos, com perspectivas de aumentar para 300 mil ou mais", aponta o responsável, acrescentando que "a produção de iogurte, manteiga, queijo e refeições" também "está num bom caminho".
Para além das quantidades produzidas - distribuídas em Luanda, Huambo, Kwanza-Sul e Benguela -, Afonso Pedro Canga sublinha o impacto financeiro do programa.
"As famílias que se beneficiaram deste projecto, isto é, que produzem para a Aldeia Nova, têm rendimentos de facto bons. A última informação que recebi [2015] é de que cada família tinha um rendimento quase equivalente a 800 mil ou um milhão de kwanzas por mês", revela o ministro da Agricultura, reiterando o compromisso do Executivo com este subsector.
"A agricultura familiar está na primeira linha das prioridades da actuação do Ministério da Agricultura", reforça o titular da pasta.
