Os danos causados foram particularmente sentidos na região Centro, particularmente no distrito de Leiria, mas também nalguns concelhos do Norte e do Sul, aqui em Alcácer do Sal.
Estimam-se em mais de dois mil milhões de euros os prejuízos com milhares de cidadãos como vítimas, contabilizando-se 10 mortos, tendo o Governo decretado o "estado de calamidade" até ao dia 8 do corrente mês, com a oposição, particularmente o Partido Socialista, a exigir que esse se prolongue por mais três meses.
A chuva continua a não dar tréguas, razão bastante para que os dois candidatos às eleições Presidenciais que terão lugar no domingo, 8 de Fevereiro, António José Seguro e André Ventura, tivessem naturalmente de adaptar as campanhas à situação que se vive.
Não tem havido, na prática, campanha de rua, apresentando-se André Ventura com intervenções fortemente críticas à gestão que o Executivo tem tido perante a crise, imputando-lhe a responsabilidade de "falhas do Estado" e sustentando apoios financeiros não-reembolsáveis às famílias afectadas e mais mobilização de meios.
António José Seguro tem reiterado a necessidade da preservação da estabilidade institucional e a capacidade de liderança, reforçando a confiança na sua pessoa, apelando à necessidade de organização do Estado, disponibilizando-se para a salvaguarda do diálogo institucional.
Aproximando-se o dia das eleições da 2.ª volta, as sondagens e estudos de opinião não alteraram a previsão dos resultados, apresentando António José Seguro como vencedor, com cerca do dobro de votos de André Ventura, embora esse revele uma ligeira subida.
Dada a chuva que se espera que tenha lugar no dia da votação, António José Seguro tem insistido no apelo ao voto e na sua pessoa, tendo, nesta semana, dado duas entrevistas a dois canais televisivos generalistas, a SIC e a RTP.
Durante a primeira volta da campanha, um dos temas mais abordados foi o da imigração, razão suficiente pela sua importância para o abordar neste artigo.
Na verdade, os imigrantes hoje em Portugal são já 1.5 milhão dos poucos mais de 10 milhões de portugueses.
Os imigrantes têm prestado um forte e aliás necessário contributo à produção de riqueza, estando hoje espalhados por todo o território nacional, particularmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, mas também em Setúbal e Faro.
Para se ter uma ideia mais precisa, em 2024 contribuíram com pagamentos para a Segurança Social, através de descontos nos seus salários, com 3,6 mil milhões de euros, tendo recebido benefícios com abonos de família, subsídios de desemprego e outros de 687 milhões, ou seja, 1/5 do que contribuem, apresentando, por isso, um saldo positivo de 3 mil milhões de euros.
Quer isto dizer que as contribuições dos imigrantes para a Segurança Social representam hoje 12,4% do total arrecadado das receitas.
O Brasil tem a comunidade mais numerosa de imigrantes, seguido da Índia, sendo a de Angola a terceira a anteceder a da Ucrânia, Cabo Verde , Bangladesh, Itália, China, França e Espanha, por esta ordem.
Não admira perante a realidade do mundo, dos números e do futuro que a competição entre os dois candidatos à segunda volta tenha António José Seguro como presumível e forte vencedor, apresentando-se como o futuro Presidente da República.
Da Tempestade em Portugal à imigração e às Presidenciais
Portugal foi assolado por uma depressão a que foi dado o nome de Krivin, que deu causa a graves danos materiais no sistema eléctrico, afectando a distribuição da electricidade, privando as pessoas de acesso aos telefones e à água e danificando infra-estruturas publicas e privadas, empresas e habitações.

