Em declarações à imprensa esta manhã, o ministro garantiu que as tecnologias estão presentes em Benguela e no País, para prever situações graves e evitar desastres.
Em Benguela, onde mais de 30 pessoas morreram este mês em consequência das fortes chuvas naquela província - que levaram ao rebentamento de um dique e consequente transbordo do rio Cavaco -, Mário Oliveira disse que durante estes últimos dias, o rio está a ser monitorado pelo satélite através do Programa Espacial Nacional.
"Temos estado a monitorar por satélite, durante estes últimos dias, o comportamento do rio e das águas, com fotografias via satélite na perspectiva de prevenirmos situações graves que possam acontecer e de modo a que se possam tomar medidas preventivas para não perdermos vidas humanas", disse o ministro.
O MINTTICS abriu em todo o País uma campanha de solidariedade ("Abraço Solidário"), para acudir às populações afectadas pelas cheias em Benguela, onde vários bairros ficaram inundados.
No último fim-de-semana, as fortes chuvas em Benguela provocaram 19 mortes, com registo de 11 pessoas desaparecidas até agora.
O governo da província de Benguela assegura que em virtude da situação de calamidade que ocorreu no município de Benguela, resultante do desabamento do dique de protecção da margem esquerda do rio Cavaco, entre Camalonga e Seta, "foram registados danos de extrema gravidade em diversos bairros".
O Presidente da República, João Lourenço, sobrevoou, de helicóptero, esta quarta-feira, 15, as áreas inundadas, para avaliar os danos causados pelo transbordo do Rio Cavaco, tendo depois dirigido uma reunião com a comissão nacional de protecção civil, no âmbito dos estragos causados, e definiu novas estratégias de resposta para mitigar o fenómeno que afectou a vida de mais de 8.000 pessoas.
