A informação foi transmitida à imprensa num comunicado final da 13ª reunião do conselho consultivo, realizada na cidade de Malanje, durante o fim-de-semana.
Segundo o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, o plano de emergência deverá permitir recuperar gradualmente o fornecimento nas zonas afectadas e reduzir os constrangimentos que se registam actualmente, caso haja disponibilidade financeira.
O Executivo assume este posicionamento depois de confirmar as falhas no abastecimento de gasóleo e gasolina no mercado, que vinham sendo refutadas pela Sonangol.
As províncias das regiões centro e sul são as mais afectadas e enfrentam há mais tempo a crise no abastecimento, com longas filas de veículos, motociclos e cidadãos com recipientes nos poucos postos com gasolina e gasóleo disponíveis.
Em Luanda, a falta de combustível em diferentes postos começa a ser mais visível ao final do dia e durante a noite. O problema, que se tornou evidente em várias regiões, está a provocar sérios transtornos a automobilistas, moto-taxistas e à população em geral.
Embora o Novo Jornal e outros órgãos de comunicação social tenham noticiado reiteradamente, nos últimos meses, a escassez de combustíveis em diversas regiões, a Sonangol Distribuição & Comercialização afastava a possibilidade de uma falta generalizada em Angola, admitindo apenas "constrangimentos temporários" no abastecimento de algumas bombas, sobretudo nas províncias do sul.
