Com a recente renúncia de Leonardo Avalanche (PRTB), que optou por se retirar do pleito sem declarar apoio a nenhum dos quadrantes eleitorais, a lista oficial de candidatos à presidência do Brasil fixou-se em 12 pretendentes.

No centro do debate político encontram-se os dois principais eixos de mobilização do eleitorado: de um lado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o actual chefe de Estado, que concorre amparado pela máquina governamental, procurando garantir o que seria o seu quarto mandato presidencial na história do país; do outro, Flávio Bolsonaro (PL), senador e filho do antigo chefe de Estado Jair Bolsonaro, que assume o papel de herdeiro político do eleitorado de direita e da ala bolsonarista, beneficiando igualmente do suporte de uma cúpula influente.

Entre as restantes candidaturas constam Augusto Cury (Avante), conhecido médico-psiquiatra e autor de livros de auto-ajuda, que faz a sua estreia absoluta nas urnas; bem como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que trazem o peso da gestão regional, sustentados pelos seus históricos como ex-governadores de Goiás e de Minas Gerais, respectivamente.

A lista é integrada também por Renan Santos (Missão), activista e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), que se estreia em pleitos presidenciais; Clariana Barão (DC), advogada de formação que lidera a proposta da Democracia Cristã; e Wilson Grassi (Democrata), médico-veterinário que encabeça a lista do partido Democrata (antigo PMB).

Por último, completam o quadro Edmilson Costa (PCB), economista, docente universitário e histórico dirigente do Partido Comunista Brasileiro; Rui Costa Pimenta (PCO), jornalista que repete a candidatura presidencial pela Causa Operária; Hertz Dias (PSTU), professor, rapper e activista ligado ao movimento afro-brasileiro; e Samara Martins (UP), profissional da área da saúde estética e dentária que representa a Unidade Popular.

Este ano o desfecho da campanha foi assinalado pelo cancelamento do debate televisivo devido a uma reviravolta jurídica. Depois de uma sucessão de decisões contraditórias do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), as regras de transmissão foram mudadas em cima da hora. Essa instabilidade motivou a ausência e posterior recuo dos principais candidatos, forçando a TV Globo a anular o programa. Sem este tradicional ponto de viragem mediático, a decisão fica entregue à mobilização directa dos eleitores este Domingo.

O escrutínio presidencial está inserido no quadro das eleições gerais do país. Deste modo, além da escolha para o Palácio do Planalto, os mais de 158 milhões de eleitores brasileiros são chamados a registar na urna electrónica os seus votos para os cargos de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.