Em Agosto de 2022, no calor da campanha eleitoral, o Presidente da República, João Lourenço, prometeu uma infra-estrutura que estaria, mais de quanto anos depois, a contrapor a crise de água na província de Benguela, agudizada com a redução da disponibilidade no rio Catumbela, a principal fonte de captação.

Num comício que presidiu nos arredores do Estádio de Ombaka, enquanto candidato do MPLA, partido no poder, Lourenço anunciou a construção da barragem de Cacombo, quando vários especialistas alertavam já para a quantidade de água que tinha o oceano como destino.

As declarações do PR, em meio a aplausos de munícipes que, hoje, sofrem com o sumiço do precioso líquido, deixavam antever a chegada da estratégia de retenção de água em tempos de fartura.

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