"O governador da província do Uíge não pode pensar que pode ser simultaneamente 1º secretário do MPLA e governador provincial, limitando o exercício político aos partidos da oposição, permitindo a eles próprios o exercício político nas circunstâncias que outros são proibidos", disse o líder da UNITA, terça-feira, 11, à imprensa, depois de uma audiência com responsáveis da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).
Segundo Adalberto Costa Júnior, a sociedade civil e as entidades com intervenção transversal na sociedade devem preocupar-se com este tipo de incidentes e exigir responsabilização, defendendo que o que interessa a todos os angolanos é a preservação da paz e da estabilidade.
O líder da UNITA reiterou igualmente a condenação do que classificou como "brutalidade policial" e atribuiu directamente ao Governo de João Lourenço a responsabilidade pelo que considera ser um ambiente de "intolerância política".
Adalberto Costa Júnior espera que os acontecimentos no Uíge não tenham servido como um "tipo de experimentação" em clima pré-eleitoral, numa altura em que falta aproximadamente um ano para as próximas Eleições Gerais.
Os confrontos na província do Uíge provocaram pelo menos 31 feridos, dez dos quais em estado grave, após distúrbios registados a partir de sábado, 08 de Agosto de 2026.
Os incidentes ocorreram durante as preparações para o acto central comemorativo do 92º aniversário de Jonas Savimbi, fundador da UNITA, e para o acampamento nacional da JURA, braço juvenil do partido.
Os confrontos envolveram grupos de jovens ligados ao MPLA e à UNITA.
Perante os incidentes, efectivos da Polícia Nacional interditaram acessos e estabeleceram um forte cordão de segurança em torno da sede provincial da UNITA.




