Estas restrições "permanecerão em vigor, mas apenas enquanto os Estados Unidos não ultrapassarem os limites estipulados" no tratado, disse Lavrov numa intervenção feita esta quarta-feira, 11, no parlamento russo.

Moscovo "agirá de forma responsável e ponderada, com base numa análise da política militar norte-americana (...) e numa análise da situação estratégica geral", acrescentou.

A Rússia e os Estados Unidos detêm, de longe, os maiores arsenais nucleares do mundo, mas, desde que o Tratado Novo START expirou, no início deste mês, que não existe qualquer acordo de desarmamento nuclear a ligar as duas potências.

A presidência russa (Kremlin) anunciou na semana passada que Moscovo e Washington concordaram em manter uma "abordagem responsável" e continuar a negociar sobre o assunto.

O tratado, assinado em 2010 entre a Rússia e os Estados Unidos, limitava o número de lançadores de mísseis nucleares para distâncias intercontinentais.

Expirou a 05 de fevereiro, uma vez que o Presidente norte-americano, Donald Trump, não respondeu à proposta de Moscovo para o prolongar.

Donald Trump defendeu um "novo, melhorado e modernizado tratado" com a Rússia, argumentando que o Novo START tinha sido "mal negociado" pela então administração Obama.

Os Estados Unidos também têm tentado incluir a China em discussões futuras, algo que Pequim afasta, argumentando que o seu arsenal nuclear, embora ainda em desenvolvimento, se mantém de pequena escala.