Adalberto Costa Júnior, depois de insistir que as eleições gerais de 24 de Agosto estão a decorrer com fortes discrepâncias de oportunidades entre os distintos concorrentes, com vantagem para o MP, nomeadamente no acesso ao meios de comunicação social do Estado, voltou a insistir na questão dos Cadernos Eleitorais, exigindo à CNE que os divulgue rapidamente.

"A CNE não divulgou os cadernos eleitorais e isso é fraude" disse o presidente da UNITA no final da passeata que levou dezenas de milhares de pessoas de vários pontos de Luanda a Talatona.

E aproveitou ainda para anunciar que vai dar entrada de uma acção judicial contra o Ministério da Administração do Território pela "condução do processo eleitoral" que favorece de forma evidente o partido no poder, destacando a questão do ficheiro eleitoral que conta há muitos anos com cidadãos que morreram, alguns há dezenas de anos.

Adalberto Costa Júníor, disse que a UNITA, empolgado pela moldura humana de grande dimensão que o escutava, "vai ser poder" depois das eleições de 24 de Agosto, voltando a garantir que nenhuma estrutura do Estado deve ficar preocupada com a alternância, nomeando especialmente a Polícia Nacional, as Forças Amadas e a Segurança do Estado, a quem garantiu a continuidade das funções enquanto instituições republicanas.

"Esta concentração serve para defender a legalidade e para mostrar a vossa força ao lado da UNITA", disse, afirmando o "cansaço" visível do MPLA pelos 47 anos de poder ininterrupto e deu como exemplo os meios do Estado ao serviço da campanha do candidato João Lourenço, que sem essa vantagem deixaria ainda mais visível a sua fragilidade.

"Eles (o MPLA) levam pessoas em autocarros do Estado cheios, mas vocês estão aqui - alando para os milhares que o escutavam - pelos vossos próprios meios, é essa a diferença", apontou.

Esta passeata, na sua espinha dorsal, começou perto das 11:00 na zona do antigo mercado do Roque Santeiro e acabou na Rotunda do Fubú, em Talatona.