Segundo o tribunal, apesar de já ter sido designado um representante legal da empresa CIF- Angola, que tem como fiel depositário o Ministério da Indústria e Comércio (MINDCOM) e é parte do processo-crime em que estão arrolados os generais "Kopelipa" e "Dino", que são acusados de defraudarem o Estado em mais de mil milhões de dólares do Estado angolano.
Numa nota do Supremo a que o Novo Jornal teve acesso, o tribunal explica que terá de realizar diligências no sentido de localizar o representante legal da empresa, Luo Zhihgang, designado numa assembleia geral a 2 deste mês, "para notificá-lo pessoalmente para representar a CIF em juízo e constituir mandatário se assim o pretender, ou ser-lhe designado um defensor oficioso, uma vez que a sua ausência constituirá uma nulidade insanável",
Só depois o Supremo dará seguimento ao julgamento, com as respostas às questões prévias.
O processo-crime, de 40 volumes e de mais de duas mil páginas, está na fase das questões prévias e depois de ultrapassada essa questão, dará início à fase mais importante, a de produção de prova.
"Kopelipa" e "Dino" são acusados de vários crimes, como tráfico de influências, branqueamento de capitais, falsificação de documento, associação criminosa e abuso de poder, sendo também arguidos o advogado Fernando Gomes dos Santos, o cidadão chinês Yiu Haiming, as empresas Plansmart International Limited e Utter Right International Limited, assim como a CIF-Angola.
Segundo o MP, os generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior "Kopelipa" e Leopoldino Fragoso do Nascimento "Dino", dois homens de confiança do antigo Presidente José Eduardo do Santos, são criminosos.