O problema é reconhecido numa circular do gabinete provincial da Educação de Luanda, datada de 27 de Dezembro de 2018.
Segundo o documento, citado pela agência Lusa, 90% dos processos disciplinares existentes na Educação da capital referem-se a "desejos lascivos, nomeadamente assédio e/ou cópula carnal entre professores e alunas".
Para combater esta prática, os responsáveis da Educação de Luanda formalizaram a proibição do assédio e do envolvimento sexual entre professores e alunas, orientando que todas as escolas do ensino geral, escolas de formação de professores e institutos médios e politécnicos incluam essa proibição nos seus regulamentos internos.
"Para efeitos da presente norma, considera-se como assédio, o desígnio libidinoso através de olhares, gestos, símbolos ou comportamentos de natureza sexual, que causam desconforto ao alvo", refere a circular.
O desrespeito das novas regras deverá ser punido com demissão, adianta o gabinete provincial da Educação de Luanda.
