Os advogados entendem que os direitos dos arguidos estão a ser violados pelo tribunal.
Sérgio Raimundo, que falou em nome de todos os advogados, exigiu ao tribunal que o processo seja colocado à disposição de todos os causídicos e não apenas do Ministério Público (MP).
Aos juízes afirmou que não entendia porque o tribunal insiste em prosseguir com o julgamento, pois ainda não sanou várias questões do mérito e da administração da justiça.
Na opinião dos advogados, o processo deve ser disponibilizado à Ordem dos Advogados de Angola (OAA), para a consulta de todos os defensores.
Em função das "graves violações à justiça e dos direitos dos arguidos", os advogados decidiram, opor consenso, abandonar a sala de julgamento "até que a justiça e os direitos dos arguidos sejam repostos".
Os 36 advogados constituídos nos autos asseguram que vão comunicar à OAA, para que a Ordem tome uma posição institucional em defesa das prerrogativas dos seus associados.
Os arguidos são acusados de defraudar o Estado angolano em mais de 100 mil milhões de kwanzas através de pagamento de impostos na Administração Geral Tributária (AGT).
Entretanto, o tribunal e o MP asseguram que vão notificar a OAA, por causa da conduta dos advogados e pedir que os arguidos sejam defendidos por defensores oficiosos, caso aceitem.

