Por crenças em feitiçaria, o gangue instalou um sentimento de insegurança no seio dos residentes naquela circunscrição, sobretudo para aqueles que padecem de perturbações mentais.
De acordo com o director nacional do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Manuel Halaiwa, "a quadrilha matava as pessoas e depois cortava-lhes as suas cabeças com a finalidade de enriquecer".
Durante a operação realizada no município do Luau foram detidos quatro elementos: Rodrigues Tchilhiluca Maurício, Daniel António Donga "Dalopy", Graciano Bango Waite e Graça Simão Namaquembe, com idades entre 19 e 30 anos.
Os detidos confessaram o envolvimento nestes crimes, declarando que foi uma "prática para enriquecer ilicitamente", acrescentou o também superintendente-chefe.
O SIC suspeita que existe uma rede criminosa organizada, liderada por cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), que presumivelmente mandaram os homicidas confessos cortarem as cabeças das vítimas, continuando no entanto atrás de saber se o motivo é mesmo o de enriquecimento ilícito.
Ainda no município do Luau, dois irmãos foram detidos acusados do assassinato de dois indivíduos, de 49 e 59 anos, por alegadamente serem feiticeiros. Movidos pelo ódio e com recurso a paus, os irmãos de 44 e 45 anos espancaram mortalmente as vítimas, alegando que foi um ajuste de contas por supostamente terem matado um familiar.
