"Vamos pedir dez anos para, em dois mandatos, resolvermos o problema da pobreza, do desemprego, do ensino de qualidade, da saúde e da qualidade", declarou perante os apoiantes.

Durante um comício na cidade de Caxito, província do Bengo, este fim-de-semana, explicou que esse período de dez anos é o tempo necessário para cumprir o compromisso de resolver os principais problemas estruturais do país.

O político defendeu que o desenvolvimento de Angola exige reformas estruturais profundas, o fim da centralização do poder e o regresso do diálogo político alargado.

O objectivo, segundo ele, é garantir maior transparência na gestão pública, equilíbrio na distribuição de recursos e um controlo mais eficaz do poder por parte dos cidadãos.

"Em 2027 vamos aguentar. Quem está a pensar que o mano Abel vai ficar cansado está enganado", afirmou, dirigindo-se aos militantes.

Sobre os seus habituais contactos directos com as populações, explicou que a proximidade não é um simples hábito pessoal.

"Quando as pessoas me vêem andar, conversar com as pessoas, dizem que o Mano Abel gosta só muito de andar a pé, andar ali. Não! É para sentir o sofrimento das pessoas."

A legalização do PRA-JA Servir Angola foi formalizada pelo Tribunal Constitucional em 07 de Outubro de 2024.

A aprovação encerrou uma longa batalha jurídica e política que se arrastava desde 2019, após várias tentativas e recursos rejeitados em definitivo pelo tribunal no ano de 2020.