Edificada no município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, a Centralidade do Zango 8000 foi concebida para acolher 47.784 residentes, distribuídos por oito mil fogos habitacionais. O empreendimento integra moradias isoladas e geminadas do tipo T3, bem como edifícios de dois e três pisos, organizados em 32 sectores urbanos, separados por vias primárias.
A construção das residências foi planeada de forma integrada, com o propósito de promover a convivência entre diferentes estratos sociais e estimular a coesão comunitária, tendo como referência a Lei de Bases do Fomento Habitacional. Entre as infra-estruturas previstas, figuravam as redes de abastecimento domiciliar de água potável e de saneamento de águas residuais e pluviais.
Volvidos oito anos desde a inauguração, a realidade descrita pela população local está distante das condições de dignidade que se esperariam de um complexo daquela dimensão. No local, o Novo Jornal deparou-se com situações que remetem para problemas frequentemente associados a bairros periféricos da capital, apesar de os moradores viverem em edifícios e numa urbanização destinada a oferecer melhores condições de habitação.
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