O julgamento está a decorrer na 5ª secção do Tribunal da Comarca de Luanda "Palácio Dona Ana Joaquina" e o grupo está a ser julgado por desacatos e resistência às autoridades.

Em julgamento estão mais de 50 elementos do grupo de "bombeiros comunitários", na sua maioria jovens, entre os quais uma mulher grávida.

Segundo a acusação, o grupo é composto por 5.000 membros a nível nacional, é só em Luanda há mais de 1.800.

Esta organização foi desmantelada pelo SiC, em coordenação com a Polícia Nacional e demais órgãos de defesa e segurança, no domingo, no bairro Boa Fé, município dos Mulenvos.

Conforme o SIC, a associação usava designações similares aos das forças de defesa e segurança.

O SIC explica que a liderança extorquia e fazia usurpação de funções e defraudou mais de cinco mil cidadãos com falsas promessas de ingresso no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior (MININT).

Na operação de desmantelamento foram detidos 60 cidadãos, muitos por resistência, incluindo os líderes da organização, que segundo o SIC, é liderada por uma mulher.

Dorotéia Domingos Correia Canhongo, que se apresentava como "comissária-chefe" e presidente da organização, e a sua filha Eliana Dorotéia Canhongo, que também se apresentava como "comissária" e directora de Recursos Humanos, lideravam a organização.

Integravam igualmente a liderança desta associação criminosa os cidadãos Carlos Augusto de Almeida Pascoal, suposto "comissário-adjunto" e vice-presidente, e Edgar Canhongo António, "superintendente-chefe".

O Novo Jornal soube que o Ministério público deixou cair algumas das acusações, como as de associação criminosa, extorsão e usurpação de funções militares, por falta de provas.