As autoridades afirmam que grande parte deste alimento deteriorado já foi vendido à comunidade do Zango, alertando a população para os cuidados a ter no momento de aquisição de sacos de arroz.

Durante a operação realizada pelos agentes da Polícia Nacional (PN), foram detidos três vietnamitas, com idades compreendidas entre os 35 e os 48 anos, por suspeita de crime de atendado à saúde pública e falsificação de datas de caducidade de produtos alimentares.

De acordo com o porta-voz nacional da Direcção de Investigação e Ilícitos Penais (DIIP), Quintino Ferreira, os homens foram apanhados no interior da residência onde vivem, após a polícia ter recebido uma denúncia anónima.

Estes, explica a DIIP, retiravam os sacos de arroz deteriorado do armazém e levavam para casa, colocavam em baldes com muita água, secavam e depois empacotavam em sacos de 25 quilogramas, cujas datas de validade eram adulteradas.

Para não chamar a atenção e serem descobertos, os negociantes abriam os sacos de arroz no estabelecimento comercial, retiravam pequenas porções, colocavam numa viatura pessoal e seguiam para casa onde era feita a lavagem.

Depois de tudo, o processo era o mesmo, transportavam parcialmente os sacos de arroz lavado em pequenas quantidades para o armazém, como se fossem novos artigos.

Após os indivíduos serem detectados, conclui Quintino Ferreira, foram detidos de imediato e procedeu-se também à apreensão do arroz e de todos os meios que eram usados nesta actividade.

Esta prática tem sido corrente da parte de alguns comerciantes, que estão a colocar em causa a saúde pública, tudo para não perder dinheiro investido nas mercadorias que acabam por se deteriorar, nalgumas circunstâncias porque se aguarda que os preços subam.

Só neste mês, esta é a segunda ocorrência que a Polícia Nacional reporta, tendo o primeiro caso ocorrido no dia 03, no bairro do Jacinto Chipa, no município de Viana, onde foram apreendidos 2.175 sacos de arroz estragado.