A celebração da data, que terá este ano como lema "15 de Março, Unidos pela Pátria, Guiados pela Memória Colectiva", é reivindicada pela FNLA e outras forças políticas da oposição e também pela sociedade civil, que insistem na consagração do 15 de Março como feriado nacional em Angola.

Estes defendem que esta data, que marca o início da luta armada pela União dos Povos de Angola (UPA) no Norte, em 1961, é o "verdadeiro marco histórico da resistência colonial, superando a narrativa oficial do 4 de Fevereiro".

"A história mostra que o 15 de Março é o início da luta armada em Angola", disse ao Novo Jornal o nacionalista Ngola Kabango, salientando que a exigência visa o reconhecimento oficial da sua dimensão histórica.

"O 15 de Março de 1961 é o ponto de partida real da guerra de libertação contra Portugal, sendo, portanto, a data que dá conteúdo à luta armada", acrescentou.

Ngola Kabango contesta que o 4 de Fevereiro de 1961, defendido pelo MPLA, seja a única data de início da luta armada, argumentando que os ataques no norte de Angola, a 15 de Março do mesmo ano, foram os primeiros de grande escala.

"A verdadeira dimensão da FNLA é tida em conta pelos portugueses que combateram e reprimiam o povo angolano na época colonial, reconheceram que é a data mais estrondosa, é o grande dia de insurreição para a libertação nacional de Angola", acrescentou.

Refira-se que a aprovação da Lei dos Feriados Nacionais em Angola, em 2018, contempla, entre as datas de celebração nacional, o Dia do Antigo Combatente e Veterano da Pátria (15 de Janeiro) e o Dia da Expansão da Luta de Libertação Nacional. (15 de Março).

As datas geraram posições divergentes no Parlamento, sobretudo durante a apresentação das declarações de votos dos partidos políticos da oposição.