Para além das burlas no Bié, o homem de 57 anos, que actualmente trabalha como camponês, é acusado de enganar igualmente vários cidadãos residentes na província do Huambo.

Segundo o porta-voz do gabinete de comunicação institucional e imprensa do Serviço de Investigação Criminal do Bié, Carlos de Oliveira, "o suposto major está envolvido nesta prática ilícita desde 2024 e até ao momento conseguiu subtrair das vítimas mais de 14 milhões de kwanzas".

Em declarações às autoridades policiais, o homem alegou que "foi efectivo da FAA, trabalhava na província do Huambo e desertou das suas funções em 2014", por motivos que se recusa a avançar.

Depois do interrogatório, Carlos de Oliveira disse ao Novo Jornal que até ao momento o SIC-Bié não tem evidências que comprovem que o homem foi um efectivo das FAA, mas o oficial garante que diligências já prosseguem junto das FAA, no sentido de se aferir as declarações do detido

Enquanto isso, o suposto major vai ser encaminhado para o juiz de garantias, onde será responsabilizado criminalmente por falsa qualidade e burla qualificada.